É preciso má-fé para transformar agradecimento à saúde em insulto, afirmou Costa, após o agradecimento que fez aos profissionais de saúde que permitiram que Portugal fosse referenciado como seguro e escolhido para a fase final da Liga dos Campeões.

Para Costa: “É preciso muito má-fé para transformar um agradecimento aos portugueses e designadamente aos profissionais de saúde que tornaram possível controlar a pandemia, e por isso sermos referidos e referenciados como um país seguro, num insulto aos profissionais de saúde”, disse.

“Acho que toda a gente de boa-fé percebeu. O senhor Presidente da República percebeu muitíssimo bem. Foi um agradecimento, nunca foi insulto”, frisou.

Na sexta-feira à noite, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu na importância de Lisboa receber esta competição: “As pessoas têm de perceber o seguinte: nós estamos a fazer o que podemos pela economia portuguesa. Só com as comitivas das equipas, sem público”, e representará “uma promoção a milhões e milhões e milhões de espectadores, potenciais turistas de todo o mundo, num momento em que isso é disputado por toda a gente, o que a senhora Merkel [chanceler da Alemanha9 gostaria de ter, o que os governantes espanhóis gostariam de ter”.

Marcelo Rebelo de Sousa foi também interrogado sobre a afirmação do primeiro-ministro nessa cerimónia, de que a fase final da Liga dos Campeões em Lisboa “é também um prémio merecido aos profissionais de saúde”, que demonstraram que Portugal tem um Serviço Nacional de Saúde (SNS) “robusto para responder a qualquer eventualidade”.

“Eu entendi assim: que não era possível obter isto, que começou a ser disputado em março e abril, e continuou em maio e junho, se não tem havido – e continua a haver, e continuará a haver – uma realidade fundamental, que é que são os profissionais de saúde que têm aguentado em primeira linha o combate à pandemia”, disse Marcelo.