Um adolescente de 15 anos inventou um teste do cancro com 100% de precisão.

Jack Andraka tem 15 anos e persistiu na invenção de um teste para detectar o cancro.

A ideia surgiu quando o rapaz perdeu um amigo, que era quase da família, para o cancro de pâncreas. A dor fez Jack, de Crownsville, procurar uma forma de evitar que outras pessoas descubram o tumor tarde demais.

O teste do jovem génio é:

  • 168 vezes mais rápido que os mais usados
  • 26.000 vezes mais barato
  • 400 vezes mais sensível que o padrão atual de detecção

Se te perguntas “como ele fez isso?”, fica a saber que as principais informações que Jack precisou usar sempre estiveram acessíveis a todos, graças à internet, ou seja, qualquer um poderia ter feito isso antes.

Jack explica que os testes antigos giram em torno da procura por uma determinada proteína no sangue. O problema é que há uma verdadeira abundância de proteínas na nossa corrente sanguínea. Então, seria como encontrar uma agulha no palheiro. Ou pior: seria como encontrar uma agulha específica dentro de uma caixa de agulhas muito parecidas – algo que beira ao impossível.

Uma procura demorada na internet por uma proteína, dentre 8 mil, Jack encontrou a mesotelina – na 4.000º tentativa. Ele confessa que quase enlouqueceu. Essa proteína é comum no nosso corpo.

No entanto, quando se tem cancro de pulmão, ovário ou pâncreas, ela aparece numa quantidade assustadoramente maior. A boa notícia para o jovem cientista foi que essa proteína podia ser detectada no início da doença.

Assim, detectando bem cedo, as chances de tratamento eficaz são de 100%. Agora o desafio de Jack era descobrir como identificar a proteína. Foi aí que ele leu vários artigos, criou um método e percebeu que precisava de um laboratório para trabalhar.

Jack enviou uma solicitação para 200 universidades. Apenas uma prometeu pensar no assunto, as demais recusaram na hora. O cientista que prometeu pensar aceitou receber o jovem enquanto procurava algum erro nesse novo método.

O jovem pesquisador pensou que tudo seria resolvido em três meses, mas a pesquisa durou sete meses – provando que a linha de raciocínio de Jack não era tão perfeita assim, continha vários erros. Mas ele não desistiu!

Continuou na luta para corrigir todas as falhas, até que chegou ao sensor de papel que diagnostica os três tipos de cancro já mencionados: ovário, pulmão e pâncreas.

O teste custa menos de 50 centimos e leva cinco minutos para dar a precisão de 100%.

Jack deixa grandes lições que aprendeu durante a jornada:

  • Ideias devem ser artilhadas
  • Ninguém precisa ser doutor ou PhD para melhorar o mundo
  • A internet pode ser a melhor ferramenta para nosso crescimento, se não desperdiçarmos tempo com futilidades como selfies e jogos.
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