Deputados com casa em Lisboa estão a receber subsídios por residirem fora de Lisboa. São diversos os deputados que declararam à Assembleia moradas diferentes.

Dos 230 deputados existentes na Assembleia da República, 158 têm direito a abonos de deslocação por residirem fora de Lisboa.

Uma investigação divulgada pela RTP cruzou as moradas apresentadas pelos deputados na Assembleia com aquelas que os mesmos apresentaram ao Tribunal Constitucional.

Deste modo comprovaram que há deputados que, apesar de terem casa na própria capital, declaram moradas de fora, recebendo subsídios de alimentação, alojamento e deslocação bem mais avultados do que os que seriam de esperar se declarassem que afinal residem em Lisboa.

Os deputados são de quase todos os partidos, ora vê alguns exemplos. A deputada Elza Pais, do Partido Socialista, declarou como morada uma casa em Mangualde, no distrito de Viseu, quando na realidade vive a somente 500 metros da Assembleia. Os vizinhos garantem que a deputada socialista há muito que não reside na casa de Mangualde.

Elza Pais tem direito a receber 2109 euros mensalmente em subsídios da Assembleia, são 1245,42 euros como ajudas de custo e 864 euros como despesas de deslocação. Se declarasse a morada de Lisboa, receberia apenas 422,82 euros.

O deputado Duarte Pacheco, do PSD, apresentou à Assembleia como morada de residência uma casa em Sobral de Monte Agraço, quando vive em Lisboa, no Parque das Nações. Recebe 1245,42 euros em ajudas de custo. Caso declarasse a morada real, receberia 544,50 euros.

Outro deputado, desta vez do Bloco de Esquerda, Heitor Sousa declarou na Assembleia como morada uma residência em Leiria. No entanto, o deputado possui casa própria em Lisboa há 11 anos. Recebe 1245,42 euros de ajudas de custo, quando só deveria receber 533,70 euros se declarasse a morada de Lisboa.

Um último exemplo é o de Clara Marques Mendes que, embora tenha casa própria em Oeiras, declarou à Assembleia que viveria em Fafe. Recebe 2334,06 euros mensais de ajudas de custo, quando só deveria receber 596,34 euros.

Achas legítimo? Estes exemplos são apenas uma gota no imenso oceano.

Quanto não se pouparia se estas ajudas de custo não existissem? E são estes senhores que culpam os portugueses pela crise que aconteceu no nosso país, quando na realidade eles é que são os culpados.

A grande maioria dos portugueses trabalha e não recebe quaisquer ajudas de custo, usando o salário, muitas das vezes baixo, para fazer face às despesas inerentes à vida profissional.

Basta de tanta corrupção! Tenham vergonha. Eu digo não a estas ajudas de custos aos deputados e tu?

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