Separação não é tragédia, viver infeliz num relacionamento é! Uma separação nunca é um processo fácil nem divertido para nenhuma das partes, mas muitas vezes é simplesmente necessário. Infelizmente, muitas pessoas continuam em relações sem saída, por medo daquilo que os outros possam pensar.

“Não é fácil ignorar o que deve ser ignorado e dar atenção apenas ao que nos acrescenta. Temos uma tendência inexplicável para focar aquilo que é mau, como se o que não dá certo apagasse tudo o que há de bom nas nossas vidas. Uma palavra desagradável parece ter efeitos mais duradouros que um elogio. Se quisermos viver melhor, temos de mudar, pois quando mudamos, o mundo muda.

Por exemplo, é muito comum as pessoas opinarem sobre as vidas umas das outras, muitas vezes de forma desagradável e invasiva. Dão palpites sobre como os outros devem criar os seus filhos, sobre a roupa, o emprego, a casa, a saúde, as amizades, as relações, o casamento, etc. Fazem-no mesmo que nunca tenham oferecido ajuda. Obviamente, devemos ignorar estas pessoas, mas às vezes não conseguimos.

E quando se trata do fim de um relacionamento, os olhares alheios são ainda mais carregados de julgamentos. Em pleno século XXI, ainda existe quem ache que é preciso fazer sacrifícios indignos para manter um casamento, para bem dos filhos, ou de qualquer outra coisa que não seja o marido ou a esposa. Como se alguém devesse ser obrigado a manter um relacionamento falhado porque a sociedade assim o quer.

Logicamente, um casamento envolve várias pessoas e todas podem sofrer com o seu fim, mas isso não deve condenar um casal à infelicidade. Um filho ou dinheiro não são coisas que por si só segurem um casamento. Nada segura um casamento a não ser a vontade de amar todos os dias a mesma pessoa. Se essa vontade passou, o casamento já acabou.

Não é egoísmo pensar em si, quando se trata de sobreviver, de querer amar e ser amado, de querer voltar a ser feliz. Não é uma tragédia separar-se. Tragédia é manter um relacionamento vazio e miserável. Tragédia é deixar de viver o que se é, para agradar pessoas que estão de fora e não vivem a sua história. Ignore e siga. Seja feliz.”