O Papa convocou fieis de todo o mundo para rezar amanhã um Pai Nosso. Com templos fechados no mundo todo, o papa Francisco convocou uma oração universal do pai-nosso, para a qual pediu apoio de todas as igrejas cristãs e confissões religiosas.

“Queremos responder à pandemia com a universalidade da oração, da compaixão, da ternura.

Permaneçamos unidos. Façamos com que as pessoas mais sozinhas e em maiores provações sintam a nossa proximidade”, afirmou Francisco neste domingo.

Com as dificuldades trazidas pelo coronavírus que levam ao isolamento social, o fechamento de templos e impossibilidade de cerimónias coletivas, caberá a cada bispo estabelecer essa necessidade.

“Cabe a ele determinar, no território de sua circunscrição eclesiástica e em relação ao nível de contágio pandêmico, os casos de grave necessidade em que é permitido dar absolvição coletiva: por exemplo, na entrada das repartições hospitalares, onde se encontram internados os fiéis contagiados em perigo de morte, utilizando, na medida do possível e com as devidas precauções, os meios de amplificação da voz a fim de que a absolvição possa ser ouvida”, explica o texto oficial.

O papa voltou a reiterar a necessidade de seguir as ordens das autoridades. “A nossa proximidade aos médicos, aos profissionais da saúde, enfermeiros e enfermeiras, voluntários… A nossa proximidade às autoridades que devem tomar medidas duras, mas para o nosso bem. Nossa proximidade aos policiais, aos soldados, que nas ruas procuram manter sempre a ordem, que se realizem as coisas que o governo pede para o bem de todos nós. Proximidade a todos.”

Na última quarta-feira, o papa Francisco solicitou apoio a uma oração universal, incluindo todas as religiões. “Convido todos os chefes das igrejas e os líderes de todas as Comunidades cristãs, junto a todos os cristãos das várias confissões, a invocar o Altíssimo, Deus Todo-Poderoso, recitando simultaneamente a oração que Jesus Nosso Senhor nos ensinou. Portanto, convido todos a recitar o pai-nosso ao meio-dia da próxima quarta-feira”, disse ele, voltando a abençoar ontem uma Praça de São Pedro vazia, sem fiéis, por causa do avanço da covid-19.