Dois idosos acamados estão a ser obrigados a mudar de casa pelo tribunal.

“O que mais me custa é saber que estão a contrariar a vontade da minha mãe, que sempre disse que queria viver na casa dela até ao fim. Os meus irmãos sabem disto.”, diz Gracinda Gomes acerca da decisão do Tribunal de Famalicão que a obriga a entregar à irmã mais velha os pais acamados, de 88 e 92 anos.

O despacho do juiz, foi dado a 26 de dezembro, no decorrer das férias judiciais e deixou a perplexa. A filha Gracinda recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães, mas até  então não houve decisão.

O casal deveria abandonar a casa juramente com a presença da GNR. Para o advogado de Gracinda: “Surpreende-nos a rapidez do Tribunal em período de férias judiciais. Mas o que mais nos surpreende é não ter havido uma avaliação ao estado de saúde do casal e do impacto da mudança na saúde deles”.

Para ele este é “um caso de humanidade. Estas pessoas correm risco de vida. Exigia-se ponderação e bom senso”, diz o advogado Orlando Oliveira.

Gracinda foi quem exerceu o papel de cuidadora durante anos. A filha mais velha do casal acabou por interditá-los devido à doença e depois um desentendimento familiar  exigiu a mudança de residência.

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