Mulher acusa padre de abuso e tentar comprar o seu silêncio: “Gritava para ele parar e ele não parou”. A vitima do padre João Cândido da Silva, diz ter sido chantageada para ficar em silêncio silêncio pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

Contudo, ela não hesitou e em entrevista afirmou: “O senhor cardeal, D. Manuel Clemente, só me disse uma coisa: não vá com isto para a televisão”.

No dia 23 de junho deste ano, em que diz ter sido abusada na Igreja da Ressurreição pelo referido padr, capelão do Hospital de Alcoitão, em Cascais.

Ela começa por dizer que: “Eu fui para me confessar. Confessei-me, mas nesse dia, quando me estava a confessar, ele tirou a estola e disse: isto não é uma confissão, somos amigos. Eu vou esquecer que isto é uma confissão. A conversa prolongou-se e ficámos até à meia noite na conversa. Naquele momento não estava a ser padre ou algo parecido.

Nesse encontro e nos outros seguintes, começou um caso amoroso entre mim e ele. Ele escolheu a sala e pediu-me para não contar a ninguém que havia um caso entre nós, ficou aquela sala só para nós”, contou Maria sobre o caso que teve com o padre, e que culminaria nessa violação.

“Ele quis s**** à bruta, queria que eu fosse escrava dele. Bateu-me, deixou-me toda negra e eu gritava para ele parar e ele não parou”.

Maria (nome ficticio) foi parar ao hospital de Cascais e transferida para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para as perícias médico-legais.

O padre chegou a oferecer-lhe 300 euros para ela não contar nada a ninguém. “Eu respondi-lhe: vais preso, vais pagar pelo que me fizeste a mim e a mais alguém”, diz.

Em nota enviada, o Patriarcado acabou por afastar o padre: “Ouvida a vítima e o sacerdote, o Patriarcado de Lisboa decidiu dar início aos procedimentos canónicos previstos para este tipo de casos e afastou o padre de todas as suas funções até ao apuramento dos factos”, lê-se.