O médico que tentou salvar Princesa Diana falou sobre o sucedido 24 anos. Em entrevista exclusiva para o Mail +, ele recordou detalhes dramáticos.

Uma das razões que o levou a falar agora, ele não recebeu nenhum pagamento monetário. Ele esclarece também o porquê de estar de turno naquela noite: “não tirei férias naquele verão pela razão extremamente simples de que minha esposa estava grávida do meu filho. Como resultado, trabalhei o verão todo”.

O médico conta que aquela estava a ser uma noite calma, até que tudo mudou quando se deu o acidente. Ela sofreu uma paragem cardíaca ao ser transferida para uma ambulância e depois de ser reanimada, foi transportada por aquela ambulância para o hospital, onde chegou às 02h06.

“Eu estava descansando na enfermaria quando recebi um telefonema de Bruno Riou, o anestesista sênior de serviço, dizendo-me para ir o serviço de urgência. Não me disseram que era Princesa Diana, mas que tinha ocorrido um grave acidente envolvendo uma jovem mulher. A organização do hospital Pitié-Salpêtrière era muito hierárquica. Portanto, quando você recebe uma chamada de um superior, o caso é sério”, contou ele.

Diana de Gales  fez um raio-X ao chegar ao hospital, as imagens mostravam uma “hemorragia interna muito grave”, e foi submetida a um dreno torácico, o excesso de líquido foi removido da sua cavidade torácica, mas o problema permaneceu. Foi então que Bruno Riou disse a Dahman para realizar uma intervenção excepcional. “Foi verdadeiramente excepcional. Eu fiz este procedimento para permitir que ela respirasse. Seu coração não já não funcionava corretamente porque lhe faltava sangue”, acrescentou.

Diana levou transfusão de sangue do grupo O- e sofreu uma nova paragem cardíaca.

Às 02h30 Alain Paibe, cirurgião cardíaco de França, chegou e descobriu um rasgo na veia pulmonar esquerda: “Tentamos desfibrilhador, várias vezes e, como eu já havia tentado nas urgências, massagem cardíaca. O professor Rioy  administrou-lhe adrenalina. Mas não conseguíamos fazer seu coração voltar a bater”.

MoSef informa que fizeram o que puderam: “A única coisa importante é que fizemos tudo o que podemos por ela. Tínhamos pessoas ao Pitié-Salpêtrière. É um dos melhores centros da França para estas emergências traumáticas. E salvamos algumas pessoas em estados piores, o que nos deixou especialmente felizes e orgulhosos. Mas isso não aconteceu aqui. Não pudemos salvá-la. E isso nos afetou muito”, explicou.

Às 04h da manhã foi declarado o óbito de Diana de Gales: “Eu estava exausto, é sempre uma grande decepção ver alguém jovem nos deixar. Você também sofre um grande desgaste físico com a energia que gastou tentando salvá-la. E era assim que estávamos, particularmente destroçados e cansados. Ao final, estávamos exaustos”, concluiu.