A mãe de Beatriz Lebre mostra-se solidária com os familiares de Rúben Couto, após ter conhecimento da morte do alegado homicida.

Na sua conta pessoal do Facebook. Paula Lebre escreve: “Não é possível medir sofrimentos, mas uma morte é uma morte.”

Ela refere ainda que é contra a pena de morte, porque deseja viver numa “sociedade com elevado nível civilizacional”, justificando ainda que na ausência de “sistemas infalíveis” prefere “um culpado livre do que um inocente no corredor da morte”.

A mãe de Beatriz Lebre foi muito elogiada pelos internautas após a sua publicação nas redes sociais

No dia 22 de Junho, um mês depois do desaparecimento da Beatriz Lebre, a mãe escreveu um artigo para o PÚBLICO lamentando o julgamento a que a filha, enquanto vítima, foi sujeita. “Admitindo que a Beatriz pertencia a um grupo de risco, que vivia num ambiente de degradação social e de delinquência, ou até mesmo que a Beatriz fosse uma ‘mulher da vida’. Teria o acto de Rúben alguma justificação? Mereceria ser compreendido? Seria até aceite como inevitável? Não haveria consternação pela vítima?”, questionou na altura.

Paula Lebre volta agora a referir que “deveria haver mais respeito pelas vítimas” e que “uma sociedade que não mata quem matou nunca deveria preocupar-se em vasculhar imperfeições nas vítimas com intenção de encontrar justificação para a crueldade de um assassino”. Ainda assim, mostra-se solidária com a família do homicida: “quando morre uma criança ou um jovem é sempre uma perda para as famílias como para a sociedade”.