“Penso todos os dias nos lesados do BES e sofro com isso”, foram as palavras do antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES).

“Devo dizer que falo com muitos lesados. Penso todos os dias nos lesados. Todos os dias. E sofro com isso.

O Banco Espírito Santo tem 150 anos e nunca lesou ninguém. Agora, quem desencadeou este processo do cerco à área não financeira do grupo é que acabou por fazer cair empresas como a Tranquilidade e outras. Não fui eu que provoquei os lesados, não fui eu que causei esta resolução. Não sou responsável por isso”,
revelou o ex-banqueiro à rádio TSF.

Salgado insiste que não foi o culpado da queda do BES, e sim da resolução imposta pelo Banco de Portugal, para isolar o banco dos riscos da sua exposição aos outros negócios do Grupo Espírito Santo: “Foi um erro. Aquilo é típico do médico que mata um cliente porque lhe aplicou um remédio que não é apropriado. Um remédio ao lado daquilo que deveria ter sido”, disse à TSF.

Na entrevista, o ex-líder do BES admite que consegue dormir, mas “não totalmente descansado”. E questiona a acusação que o antigo administrador Amílcar Morais Pires fez em livro de ter sido traído.

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