Lavar a loiça ajudar a viver mais tempo.

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Lavar a loiça ajudar a viver mais tempo

Lavar a loiça ajudar a viver mais tempo. Essa é uma das tarefas que mais frequentemente aborrecem a família, porque não é agradável para qualquer um lavar pilhas de pratos sujos e gordurosos.

Mas investigadores da Universidade de Buffalo, em Nova York, estudaram 6.000 voluntários com idades entre 63 e 99 anos, através de sensores que avaliavam a actividade diária durante uma semana inteira.

Depois de três anos descobriram foi que as pessoas que tinham uma vida mais activa e longa eram aquelas que lavavam a louça, isso em comparação com aquelas que não faziam nenhuma actividade na casa.

O estudo foi publicado no jornal da American Geriatrics Society e a pesquisa descobriu que quem fez 30 minutos por dia de actividade física leve tiveram um risco 12 por cento menor de morte.

No caso de quem fez meia hora por dia de atividade doméstica de moderada a vigorosa, o risco de mortalidade era 39% menor.

Para a faixa etária neste estudo, actividades físicas leves incluem tarefas regulares como dobrar roupas, lavar os pratos, varrer o chão ou lavar as janelas.

Atividades moderadas a vigorosas seriam uma rápida caminhada ou andar de bicicleta em um ritmo calmo.

Isso é notável porque as actuais directrizes de saúde pública exigem que a actividade física seja de intensidade moderada ou superior para conferir benefícios à saúde”, disse Michel LaMonte, principal autor do estudo e professor associado de epidemiologia e saúde ambiental na Escola de Saúde Pública da Universidade de Buffalo.

Embora o estudo tenha se concentrado em mulheres mais velhas, os pesquisadores dizem que as suas descobertas transmitem uma mensagem poderosa para mulheres e homens mais jovens – que é importante praticar actividades domésticas ​​além dos exercícios físicos enquanto és jovem, pois será mais provável mantê-los quando ficares mais velho.

As descobertas dos pesquisadores estão a ser consideradas pelo Comité Consultivo de Directrizes de Actividade Física do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

“Essas descobertas são especialmente relevantes para envelhecer bem em uma sociedade em envelhecimento”, disse LaMonte .

“Algumas pessoas, por causa da idade, doença ou descondicionamento físico, não são capazes de fazer actividades mais extenuantes. As directrizes actuais não encorajam a actividade leve porque a base de evidências para apoiar tal recomendação está a faltar.”, completou.

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