Idosas ligam para a APAV para que os próprios filhos não as agridam.

1559
Idosas ligam para a APAV

Idosas ligam para a APAV para que os próprios filhos não as agridam.

Dados que chegam do Observatório de Mulheres Assassinadas, elaborado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta rveelam que o número de mulheres assassinadas em Portugal este ano aumentou, sendo que já 24 pessoas perderam a vida. Oito das vitimas eram mães.

A violência dos filhos é um dos factores de morte a juntar àqueles que perdem a vida nas mãos dos companheiros.

Certo é que o número de queixas relativas aos idosos, de acordo com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV): “Os números que nos vão chegando, relativamente à violência contra idosos, sobretudo mulheres, indicam uma cifra negra enormíssima. A maioria das mães e dos pais não querem denunciar este tipo de violência, nem apresentar queixa contra os filhos”, afirma Daniel Cotrim.

“Os números que nos vão chegando, relativamente à violência contra idosos, sobretudo mulheres, indicam uma cifra negra enormíssima. A maioria das mães e dos pais não querem denunciar este tipo de violência, nem apresentar queixa contra os filhos”, contaDaniel Cotrim.

O psicólogo da APAV revela que: “As vítimas procuraram as organizações ao contrário, perguntam como é que as entidades podem ajudar o filho ou filha agressor ou agressora; como ajudar a mudar comportamentos”, afirma.

Os dados não mente: estamos na presença de mulheres idosas, cujo número tem aumentado, em grande parte dependentes e em que os autores do crime são quase 70% do sexo masculino, e uma maioria que está, geralmente, desempregada.