Governo aumenta salários líquidos com descida da retenção na fonte no IRS. É sua intenção – para ajudar as famílias a terem mais dinheiro mensalmente no ano que vem – baixar a retenção da fonte num valor médio de 2%. Ou seja, para determinados salários vai baixar mais e para outros salários vai baixar menos.

A ideia da retenção na fonte é que (quase) todos nós temos de pagar impostos. Mas como pagamos muito (18, 20, 30, 40, 48% de imposto sobe o nosso rendimento anual) imagina que chegávamos a Abril e tínhamos de pagar 4 ou 5 mil euros de IRS de uma vez (o valor é só um exemplo, pode ser menos ou mais, ok?) … Era absolutamente incomportável.

Portanto, o Estado “obriga-nos” a pagar antecipadamente o IRS em prestações no nosso salário. E, quando chegamos a Abril do ano seguinte fazemos contas com o Estado. Apresentamos as nossas despesas de Saúde e de Educação e as outras todas, englobamos ou não outros rendimentos, acrescentamos os recibos verdes, etc.

E se a Autoridade Tributária concluir que pagámos a mais através da retenção na fonte durante o ano anterior, ela devolve-nos o que pagámos a mais. É o famoso reembolso do IRS. Se pagámos a menos, temos de ainda pagar o que falta (temos de ser nós a pagar IRS em vez de receber).

Portanto, se o Governo baixar a retenção na fonte, vais descontar menos de IRS no teu salário mensal e assim vais receber mais dinheiro no fim de cada mês, porque em vez de descontar 8,1 % do teu salário bruto, vais só descontar 6,1%.

Em resumo, se esta medida da redução da retenção na fonte avançar, provavelmente vais ser “aumentado”, mas não te esqueças de que é um aumento virtual. Vais pagá-lo “caro” mais tarde se estiveres distraído.