Carlos Cruz arrasou programa de Ana Garcia Martins na TVI: “Mano a Mano”.

Na sua crónica no jornal Tal & Qual Carlos Cruz alertouque o programa tinha sido anunciado como “um espetáculo ao estilo americano”: “Nada mais errado. O ‘estilo americano’ jamais faria uma coisa de tão má qualidade. E pela importância do horário em que é transmitido tem de ser considerado ainda pior do que realmente é, disse.

E continuou: “Numa tentativa de se conseguir fazer uma espécie de ‘roast’ entre duas figuras públicas tem uma encenação pobre; as piadas, que parecem ser antecipadamente combinadas, não têm qualquer graça (…) Compreendo o contrato da TVI com a Betclic e que o dinheiro faz jeito, mas, ironicamente, trata-se uma ‘aposta’ falhada, um tiro no pé em época de grande competição”, refere.

O júri, com exceção de Jel, autor das duas únicas verdadeiras piadas no programa, tenta fazer uma análise séria de uma coisa que não o merece, e fez-me impressão ver Pedro Baptista a fazer um esforço para, utilizando termos de um árbitro, pronunciar-se sobre as atuações. Inês Abrantes é muito decorativa e pensava que estava numa gala”, acrescentou.

O antigo apresentador disse ainda: “Ana Garcia Martins, que é uma excelente crítica e comentadora, não está à vontade no papel de apresentadora, não encontrando as entoações certas para essa tarefa. Gilmário Vemba, jovem humorista de muito talento, bom repentista, também esteve perdido no papel de apresentador, pois, se tentasse ser o que é na realidade corria o risco de fazer sombra ou apagar completamente as ‘piadas’ dos ‘lutadores’. E, com tão pouca matéria, não se justificam dois apresentadores, para se limitarem a dar a palavra ao DJ (Landu Bi) que anuncia os nomes dos contendores”, prosseguiu. “A forma como o faz e os pormenores dos robes de cetim, e dos assistentes que os ajudam a despir, são uma fraca caricatura de detalhes de um combate de boxe”, concluiu.