A história de como Carlos Castro se apaixonou perdidamente por Renato Seabra.

A história de como Carlos Castro se apaixonou perdidamente por Renato Seabra. Tudo começou com uma troca de mensagens no Facebook, em outubro de 2010.

O cronista social, de 65 anos, ficou encantado com o jovem modelo, de 21 anos, que tinha participado num concurso de talentos na SIC.

Carlos Castro elogiou a sua beleza e altura, e convidou-o para se encontrarem no Porto. Renato Seabra aceitou o convite e mostrou-se interessado em conhecer melhor o jornalista.

As mensagens tornaram-se mais frequentes e Carlos Castro confessou aos amigos que estava apaixonado pelo rapaz de Cantanhede. Queria ajudá-lo a realizar o seu sonho de ser manequim e levá-lo a conhecer o mundo. Por isso, no final do ano, propôs-lhe uma viagem a Nova Iorque, onde iriam passar o réveillon. Renato Seabra aceitou, sem imaginar o que o destino lhe reservava.

Seduzido pelo entusiasmo e envolvido em ilusões, o cronista Carlos Castro vivenciou momentos de paixão intensa. Renato, na altura com 21 anos, encontrou-se no 34º andar do Hotel Intercontinental, no quarto 3416, para uma semana de vivência turística.

Exploraram os marcos emblemáticos da cidade que nunca dorme, assistiram a peças teatrais e fizeram compras nas melhores lojas.

No entanto, a 7 de janeiro, quando o regresso a Portugal se aproximava, algo inimaginável aconteceu. Renato aspirava ser modelo. A manhã decorrera tranquilamente, mas um evento ocorreu, desencadeando o que nos meses seguintes seria referido, nas páginas dos jornais, como um crime hediondo que chocou a sociedade mundial.

Carlos Castro, com 65 anos, foi vítima de um assassinato brutal. Mais tarde um depoimento perante a justiça norte-americana, Seabra confessaria que houve uma discussão com Carlos Castro e que, a partir desse ponto, os eventos se precipitaram.

Os autos da polícia relatam o momento em que o modelo violentamente agrediu Carlos Castro. Começou por estrangular Carlos e arrastá-lo pelo chão, depois esfaqueou o cronista com um saca-rolhas, instrumento com o qual também o mutilou, cortando-lhe o escroto e os testículos.

A sequência dos eventos é descrita pelo próprio Seabra, numa confissão posterior divulgada pela imprensa. “O arguido afirmou que chegou a Nova Iorque a 29 de dezembro de 2010, acompanhado por Carlos. O arguido referiu que a 7 de janeiro de 2011, no quarto 3416, o arguido e Carlos envolveram-se numa discussão verbal que escalou para uma luta física. O arguido afirmou que agarrou Carlos pelo pescoço por trás e arrastou-o pelo chão, ao mesmo tempo que apertava a sua traqueia. O arguido afirmou que esfaqueou Carlos com um saca-rolhas na virilha e no rosto. O arguido afirmou que cortou os testículos de Carlos com o saca-rolhas. O arguido afirmou que bateu com um monitor de computador na cabeça de Carlos e pisou o rosto de Carlos, usando sapatos. O arguido afirmou que continuou o ataque a Carlos por pelo menos uma hora. Após isso, o arguido referiu que despiu a roupa, tomou um duche, vestiu um fato e deixou o quarto.”

Vanda Pires encontrou-se com Seabrano hall do hotel após o crime. Foi nesse instante que Seabra se deparou com Vanda Pires, amiga do cronista, que planeava encontrá-los e estava a tentar contatar Carlos Castro sem sucesso. Seabra, de forma evasiva, deu respostas vagas às perguntas de Vanda e avisou-a de que Carlos estava no quarto antes de sair do hotel. “O arguido afirmou que encontrou a amiga de Carlos (nome mencionado) e a filha dela. Elas questionaram sobre o paradeiro de Carlos e o motivo de ele não responder às suas chamadas. O arguido respondeu evasivamente, tentou partir, mas elas continuaram a questioná-lo sobre onde Carlos estava e qual o número do quarto de hotel. O arguido finalmente revelou o número do quarto de hotel de Carlos e saiu do hotel. Ele vagueou pela área sem rumo por algum tempo, entrou num táxi na Penn Station e foi levado para o hospital St. Luke’s Roosevelt.”

Posteriormente, Renato Seabra confessaria o crime. Atualmente, ele cumpre uma sentença de 25 anos a perpétua nos Estados Unidos, sendo negado o seu pedido de cumprir pena em Portugal.

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