Escalões irão absorver parte do aumento salarial de 2019.

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aumento salarial de 2019
aumento salarial de 2019

Os escalões irão absorver parte do aumento salarial de 2019. O ministro das Finanças, Mário Centeno, falou durante conferência de imprensa sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2019.

Tendo em conta a linha da inflação prevista para o próximo ano de 2019, os trabalhadores terão um aumento salarial de 1,3%.

Até aqui tudo bem, o problema surge porque parte dessa melhoria salarial vai ser absorvida pelo IRS.

O motivo? Porque o governo não vai fazer uma atualização dos escalões de IRS para o próximo ano, algo inédito desde que este governo se encontra em funções.

O impacto será maior para quem tem rendimentos próximos dos limites de cada escalão, pois com o aumento salarial poderão subir de patamar, o que implica pagar ainda mais de imposto do que aquilo que vai receber de aumento. Uma tremenda falta de respeito por quem trabalha!

A título de exemplo, um trabalhador do setor privado, solteiro, que receba mensalmente 1000 euros e que tenha o aumento salarial de 1,3%, de acordo com as simulações o IRS aumentará 42 euros. Um trabalhador nas mesmas condições que o anterior mas que mensalmente receba 3000 euros terá um agravamento de 220 euros na fatura fiscal.

Outra medida que está a gerar alguma polémica e preocupação é que, a partir de janeiro de 2019, vai haver alterações na retenção da fonte, ou seja, vão passar a considerar de forma autónoma rendimentos de salários e rendimentos provenientes de horas extra ou de trabalho em dias de descanso suplementar ou de feriado.

Estes tipos de rendimentos passam a ser tributados com base nas taxas das tabelas de retenção, tal como acontece nos subsídios de férias e de Natal.

O efeito afectará a todos, mas principalmente àqueles que auferem salários próximos do salário mínimo nacional.

O salário mínimo nacional (SMN) está isento de retenção na fonte, mas se um trabalhador num mês somar ao SMN 180 euros, vai pagar 57 euros de IRS.

As mudanças nos escalões previstas no Orçamento de Estado de 2018 ainda não foram integralmente transferidas para os contribuintes. Uma boa parte será apenas devolvida em 2019 às famílias portuguesas, quando chegar o reembolso.

Isto deve-se ao facto de o governo não ter reflectido o alargamento de cinco para sete escalões nas tabelas de retenção na fonte.

Espera-se, assim, que haja um novo ajustamento a partir de Janeiro do próximo ano.
Até porque estão contabilizados pelo governo 155 milhões de euros que devem ser devolvidos aos devidos contribuintes em 2019.

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