A APAV propõe que idosos possam deserdar filhos para responder ao abandono. No Dia Internacional da Pessoa Idosa foi conhecido o relatório elaborado em conjunto pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e a Fundação Gulbenkian com 30 recomendações para integrar melhor os idosos na sociedade.

No documento «Portugal Mais Velho», há um ponto onde se pede que seja revisto o Direito Sucessório.

“Na prática, um idoso maltratado por um filho tem sempre de lhe deixar parte do seu património, mesmo que não seja essa a sua vontade e mesmo que tenha havido uma situação de violência ou de abandono total. Alterar isto poderia ser uma resposta eficaz às situações de abandono“, disse a jurista Marta Carmo ao Público.

O relatório ainda propõe que de forma a conter os maus-tratos, se aposte na formação de cuidadores de idosos, seja de instituições, cuidadores informais e familiares.

foram ainda propostos benefícios fiscais: “Estes incentivos respondem ao problema mais do que a criminalização do abandono. Muitas vezes, as famílias abandonam os seus idosos nos hospitais, nomeadamente, porque não têm rendimentos que lhes permitam renunciar ao emprego para cuidar deles“.